JOÃO MILTON SANTOS
Embora a primeira idéia que aparece quando surge o debate sobre o poder seja a do Estado e das instituições, existem outras formas. Este é multifacetário, porque existe desde o nosso o corpo, passando por todas as relações e ambientes sociais, exemplo a relação trabalhista. Em relação ao corpo, a relação se dá da seguinte forma: o cérebro por ser pensante e o coração porque tem a função de circular o sangue, exercem um poder maior sobre os outros órgãos.
O poder pode ser usado de forma positiva e negativa, a depender de quem está usando e qual o discurso que está por trás. Do ponto de vista da política, apresenta várias dificuldades tanto para conquistá-lo como para mantê-lo em função das disputas e da capacidade de convencimento. Por conta disto, vive um processo de eterna sedução. Eventualmente esta questão também pode se dá em outros setores no exercício do poder.
O poder ainda tem características diferenciadas em determinadas situações, sobretudo no Estado e em particular no Executivo. Podendo ser autoritário, ditador ou democrático. No Brasil vivemos a ditadura Vargas durante década a de 30, até o início da década de 40 e a ditadura militar de 1964 ä 1985. Neste período as liberdades democráticas foras cassadas e os opositores não tinham direitos de expressar o pensamento. Nos países socialistas também existe a ditadura, denominada de “ditadura do ploletáriado”.
Além do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, o poder nos dias de hoje surge com força na mídia também chamada de Quarto poder que é o da Comunicação. Este último funcionava só nos períodos eleitorais e hoje avança para dominar todo o processo político e para efetivar a governabilidade durante o exercício do mandato. Durante o processo eleitoral as pesquisas e os debates na TV substituíram os antigos comícios de rua tornando a sala de estar peça e local principal dos eleitores, como afirma Antonio Rubim, no capítulo Eleições e (Idade) Mídia do livro Comunicação na Polis.
Enfim, dentro desta perspectiva podemos constatar a complexidade que é este tema e as dificuldades na relação com o mesmo. Porém, é um desafio que não podemos deixar de conviver porque é inerente ao ser humano e seus interesses, independente de classe social, gênero e raça – o poder.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Novas Idéias Para Novo Tipo de Relação Humana
JOÃO MILTON SANTOS
Estudante do 6º semestre do curso de jornalismo na Faculdade 2 de Julho
joaomilton6@hotmail.com
RESUMO
As relações entre o homem e o trabalho, as tecnologias da inteligência na era da informática - sobretudo, na escrita digital e nas diversas formas de comunicação, são questões que nos conduz a refletir sobre o pensamento futuro na prática do dia-a-dia do trabalhador, em especial no jornalismo. Perpassando uma perspectiva, essas questões são analisadas dentro deste artigo com um aprofundamento na área do trabalho.
Palavras-Chaves: Informática, digitalização, Tecnologias da inteligência
Introdução
Pierre Lévy no livro “AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA – O Futuro do Pensamento na Era da Informática” aborda algumas questões na perspectiva do pensamento futuro e no uso da linguagem, neste cenário que vivemos, entre elas, a construção de novas idéias e novos conceitos. Ele destaca que novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática questões estas ainda não percebidas por todos.
Tanto estas questões, como outras indagações e opiniões compõem também o corpo deste texto. Além disso, a estruturação do texto, hipertexto, a pirâmide também são lembrados aqui. As inteligências e as relações humanas na era digital são ressaltadas fazendo ponderação da quebra dos paradigmas para o pensamento futuro.
Desenvolvimento
É obvio que com o surgimento destas idéias, a maneira anterior de produzir o jornalismo não pode ser esquecida. No entanto, com o advento da digitalização e a forma de produção leva o mundo da comunicação a mudar o pensamento rumo a uma natural metamorfose no sentido de uma grande adaptação a uma cultura nova para atender as exigências atuais.
O modelo digital de informação não é interpretado nem tampouco lido da forma do texto clássico. Ele é explorado de forma interativa e permite uma ação e uma reação, inclusive com o uso de imagens de animação. As relações na era digital se dão em tempo real. Lévy afirma “A informática da simulação e da visualização também é uma tecnologia intelectual, mas ainda que ela também estenda a memória de trabalho...”
Tanto a relação no mundo trabalho e a construção das tecnologias da inteligência, vivem hoje momentos de uma necessidade de quebra de paradigmas antigos e a preparação da construção de uma nova linguagem para atender as atuais demandas na perspectiva da construção do pensamento futuro nesta era da informática.
A construção do texto e toda sua estrutura como era na escrita precisam ser repensadas. A tendência mais apropriada hoje é de construir uma nova formatação para a tela considerando o que já existia e ampliando para modelos digitais da informação. A pirâmide invertida por exemplo, pode ser usada em parte com uma nova roupagem. Uma forma já experimentada no hipertexto é a pirâmide deitada com a utilização de vários links. Neste caso é recomendado que o lead deve está nos primeiros parágrafos e os outros parágrafos, com notícias complementares, atendendo assim aos leitores de vários gostos.
Considerações
Isto tudo que Pierre Lévy explorou e que aqui concordo, não nos remete a esquecer o pensamento humano e sua inteligência e as formas de comunicar com as novas tecnologias até aqui praticada. Pelo contrário é preciso absorver o que tem de bom na comunicação antiga e adaptar as novas formas construindo assim o novo pensamento para atender as demandas da era da informática. Neste sentido, ele destaca:
“da mesma forma, as mudanças da ecológias cognitivas devidas, entre outros, à aparição de nova tecnologias intelectuais ativam a expansão de formas de conhecimento que durante muito tempo estiveram relegadas a certos domínios, bem como o enfraquecimento relativo de certo estilo de saber, mudanças de equilíbrio, deslocamentos de centros de gravidade. A ascensão do conhecimento por simulação deve ser entendida de acordo com uma modalidade aberta, plurívoca e distribuída”.
Enfim, não se pode construir o novo sem beber em fontes antigas. Algumas coisas podem ser aproveitadas do modelo anterior na era digital. O está por vir será também construído paulatinamente a partir do surgimento de novas idéias, até a mudança final dos paradigmas anteriores.
JOÃO MILTON SANTOS
Estudante do 6º semestre do curso de jornalismo na Faculdade 2 de Julho
joaomilton6@hotmail.com
RESUMO
As relações entre o homem e o trabalho, as tecnologias da inteligência na era da informática - sobretudo, na escrita digital e nas diversas formas de comunicação, são questões que nos conduz a refletir sobre o pensamento futuro na prática do dia-a-dia do trabalhador, em especial no jornalismo. Perpassando uma perspectiva, essas questões são analisadas dentro deste artigo com um aprofundamento na área do trabalho.
Palavras-Chaves: Informática, digitalização, Tecnologias da inteligência
Introdução
Pierre Lévy no livro “AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA – O Futuro do Pensamento na Era da Informática” aborda algumas questões na perspectiva do pensamento futuro e no uso da linguagem, neste cenário que vivemos, entre elas, a construção de novas idéias e novos conceitos. Ele destaca que novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática questões estas ainda não percebidas por todos.
Tanto estas questões, como outras indagações e opiniões compõem também o corpo deste texto. Além disso, a estruturação do texto, hipertexto, a pirâmide também são lembrados aqui. As inteligências e as relações humanas na era digital são ressaltadas fazendo ponderação da quebra dos paradigmas para o pensamento futuro.
Desenvolvimento
É obvio que com o surgimento destas idéias, a maneira anterior de produzir o jornalismo não pode ser esquecida. No entanto, com o advento da digitalização e a forma de produção leva o mundo da comunicação a mudar o pensamento rumo a uma natural metamorfose no sentido de uma grande adaptação a uma cultura nova para atender as exigências atuais.
O modelo digital de informação não é interpretado nem tampouco lido da forma do texto clássico. Ele é explorado de forma interativa e permite uma ação e uma reação, inclusive com o uso de imagens de animação. As relações na era digital se dão em tempo real. Lévy afirma “A informática da simulação e da visualização também é uma tecnologia intelectual, mas ainda que ela também estenda a memória de trabalho...”
Tanto a relação no mundo trabalho e a construção das tecnologias da inteligência, vivem hoje momentos de uma necessidade de quebra de paradigmas antigos e a preparação da construção de uma nova linguagem para atender as atuais demandas na perspectiva da construção do pensamento futuro nesta era da informática.
A construção do texto e toda sua estrutura como era na escrita precisam ser repensadas. A tendência mais apropriada hoje é de construir uma nova formatação para a tela considerando o que já existia e ampliando para modelos digitais da informação. A pirâmide invertida por exemplo, pode ser usada em parte com uma nova roupagem. Uma forma já experimentada no hipertexto é a pirâmide deitada com a utilização de vários links. Neste caso é recomendado que o lead deve está nos primeiros parágrafos e os outros parágrafos, com notícias complementares, atendendo assim aos leitores de vários gostos.
Considerações
Isto tudo que Pierre Lévy explorou e que aqui concordo, não nos remete a esquecer o pensamento humano e sua inteligência e as formas de comunicar com as novas tecnologias até aqui praticada. Pelo contrário é preciso absorver o que tem de bom na comunicação antiga e adaptar as novas formas construindo assim o novo pensamento para atender as demandas da era da informática. Neste sentido, ele destaca:
“da mesma forma, as mudanças da ecológias cognitivas devidas, entre outros, à aparição de nova tecnologias intelectuais ativam a expansão de formas de conhecimento que durante muito tempo estiveram relegadas a certos domínios, bem como o enfraquecimento relativo de certo estilo de saber, mudanças de equilíbrio, deslocamentos de centros de gravidade. A ascensão do conhecimento por simulação deve ser entendida de acordo com uma modalidade aberta, plurívoca e distribuída”.
Enfim, não se pode construir o novo sem beber em fontes antigas. Algumas coisas podem ser aproveitadas do modelo anterior na era digital. O está por vir será também construído paulatinamente a partir do surgimento de novas idéias, até a mudança final dos paradigmas anteriores.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
BALANÇO FINAL ELEIÇÃO 2008
No Brasil os partidos da base aliada do governo Lula vão administrar 72% do eleitorado brasileiro. Os partidos que mais cresceram foram o PMDB e o PT.A base da oposição - PSDB e DEM perdeu mandatarios nas prefeituras. Mesmo com esse quadro a mídia brasileira tenta valorizar a eleição de SP, onde a oposição ganhou a prefeitura, já preparando o terreno para atuar na eleição de 2010. É sempre assim a mídia como vários jornalistas progressistas afirmam ela tem lado e não é inocente. Dorneles escreveu um livro "Deus é inocente a imprenssa não". Emiliano José em debate na Faculdade 2 de JUlho foi mais além a mídia é partidarizada e tem lado.
O que não podemos perder de vista é que o néo-liberalismo ou consenso de Wasingthon, ou a afamosa globalização perdeu seu aliado tucano no Brasil e tenta dá a volta por cima a mídia é deste lado. Quem não lembra da privatizações no Brasil nos governos Collor e FHC? Quem não lembra da precarização do trabalho, dos PDV"S, arrocho?. Vamos evoluir para melhor e não cair no canto da sereia.
J.Milton
O que não podemos perder de vista é que o néo-liberalismo ou consenso de Wasingthon, ou a afamosa globalização perdeu seu aliado tucano no Brasil e tenta dá a volta por cima a mídia é deste lado. Quem não lembra da privatizações no Brasil nos governos Collor e FHC? Quem não lembra da precarização do trabalho, dos PDV"S, arrocho?. Vamos evoluir para melhor e não cair no canto da sereia.
J.Milton
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
SEGUNDO TURNO SALVADOR É NO PRÓXIMO 26.10.08
O IBOPE dá empate Pinheiro 44% João idem. Já Data-folha dá vantagem para João 48 a 41De uma forma ou de outra, as forças progressistas que não querem ver o atrazo de volta precisa tomar atitude até domingo. Se João ganhar vamos desenterrar os coronéis da politica baiana - Gedel e o carlismo.
j milton
j milton
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
2º TURNO DAS ELEIÇÕES 2008 EM SALVADOR
Neste 2º turno das eleições em Salvador, dois candidatos da base do governo Lula e Wagner disputam Pinheiro e João Henrique. O Imbassahy que apoiaria um candidato a presidente em oposição a Lula não passou, nem tampouco o Neto que representaria ressurgir das cinzas o projeto carlista anti-povo, não consegui chegar.
Aparentemente parece tudo está em casa. No entanto basta identificar dos candidatos derrotados, quem vai apoiar quem. Os partidos da coligação de Neto já definiram por João, só falta o DEM. O PPS da coligação e o PSDB de Imbassahy já definiram por Pinheiro. Os eleitores com inclinação de direita (DEM) têm demonstrado inclinação por João e os de esquerda (PSOL) por Pinheiro. Restam agora os indecisos que querem ver o bem da cidade que mora analisar e escolher. Estes representam 400 mil eleitores e podem definir as eleições.
Aparentemente parece tudo está em casa. No entanto basta identificar dos candidatos derrotados, quem vai apoiar quem. Os partidos da coligação de Neto já definiram por João, só falta o DEM. O PPS da coligação e o PSDB de Imbassahy já definiram por Pinheiro. Os eleitores com inclinação de direita (DEM) têm demonstrado inclinação por João e os de esquerda (PSOL) por Pinheiro. Restam agora os indecisos que querem ver o bem da cidade que mora analisar e escolher. Estes representam 400 mil eleitores e podem definir as eleições.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
TEATRO NA 2 DE JULHO
ESTREIA DIA 10 DE OUTUBRO A 2ª OFICINA DE TEATRO F2J
O Teatro Dias Gomes na Rua Francisco Ferráro – ao lado do Colégio Central- será o palco da estréia da segunda oficina de Teatro da Faculdade 2 de Julho. Esta oficina vem ensaiando desde o começo do semestre 2008.1. Os alunos de direito, de administração e de comunicação compõe o elenco. Os ensaios acontecem quarta feira de 12 ás 13 horas e aos sábados de 9 às 14 h. A apresentação da peça será nos dias 10, 11 e 12 de outubro às 19 horas.
A novidade em relação à primeira oficina é que os textos são oriundos das crônicas que disputaram o concurso liderado pela professora Claudia Pantoja no semestre passado.“Esta oficina tem tido um melhor aproveitamento técnico dos atores pelo tempo que eles vêm ensaiando. Além dos alunos participam outros atores”. Conta com o apoio do Diretor Josué Mello, da coordenadora pedagógica Tecla Mello, do Coordenador do curso de comunicação Derval Gramacho, e do professor José Henrique. Conta ainda com a supervisão da professora Claudia Pantoja.
O Teatro Dias Gomes na Rua Francisco Ferráro – ao lado do Colégio Central- será o palco da estréia da segunda oficina de Teatro da Faculdade 2 de Julho. Esta oficina vem ensaiando desde o começo do semestre 2008.1. Os alunos de direito, de administração e de comunicação compõe o elenco. Os ensaios acontecem quarta feira de 12 ás 13 horas e aos sábados de 9 às 14 h. A apresentação da peça será nos dias 10, 11 e 12 de outubro às 19 horas.
A novidade em relação à primeira oficina é que os textos são oriundos das crônicas que disputaram o concurso liderado pela professora Claudia Pantoja no semestre passado.“Esta oficina tem tido um melhor aproveitamento técnico dos atores pelo tempo que eles vêm ensaiando. Além dos alunos participam outros atores”. Conta com o apoio do Diretor Josué Mello, da coordenadora pedagógica Tecla Mello, do Coordenador do curso de comunicação Derval Gramacho, e do professor José Henrique. Conta ainda com a supervisão da professora Claudia Pantoja.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
RESENHA
LEI QUE REGULA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS X DOCUMENTÁRIO A ONDA NO AR.
A Lei 9.612 em vigor desde 19 de fevereiro de 1998, é uma conquista do movimento organizado a partir dos movimentos sociais – Confederação Nacional das Associações Comunitárias (CONAN) –, Movimento pela Democratização dos Meios de Comunicação, Centrais Sindicais, Partidos de esquerda na câmara federal e outros afins.
É provável que estes movimentos não se dêem satisfeitos apenas com esta lei. Ela ainda é incipiente para atender as necessidades básicas da comunicação comunitária. Mas para o segmento que não tinha nenhuma regulação é um avanço. Ela tem também aspectos positivos e negativos.
Os aspectos negativos da lei é a burocracia para encaminhar a legalização de uma rádio. Existe também o engavetamento para analisar as documentações no Dentel, e o favorecimento para políticos que montam esquemas de associações comunitárias cartoriais e acabam recebendo a concessão no lugar das verdadeiras rádios comunitárias. Não existe uma fiscalização antes durante e depois da rádio instalada. Começa pela petição o processo de burocratização e chega a ser cruel no artigo 22 quando não dá nenhuma proteção. “As emissoras do Serviço de Radiofusão Comunitária operarão sem direito a proteção contra eventuais inte3rferências cfausadas por emissoras de quaisquer Serviços de telecomunicações e Radiofusão regularmente instaladas, condições estas que constarão do seu cetificado de licença de funcionamento”. Segundo o advogado e professor Fulano de Tal cabe uma ação revendo este artigo.
Neste sentido, nunca é demais lembrar que os Meios de Comunicação de Massa não cobrem boa parte da população com as informações básicas – por exemplo, utilidade pública -, ainda que estes tivessem essa preocupação. Porque tem setores na comunidade que não tem dinheiro para comprar o pão do café da manhã muito menos para comprar um jornal, um rádio, uma TV e outros. Estes se valem da informação da rádio corneta quando existe ou um outro veiculo alternativo, quando existe.
Por outro lado quando existe a rádio comunitária da localidade existe uma interação natural entre os vizinhos. E se esta é comunitária desenvolve um trabalho de organização na comunidade em setores diversos entre eles o setor cultural, musical e etc. Portanto a demanda na comunicação só é preenchida em partes com a instalação da rádio comunitária e outros veículos escritos.
O lado positivo desta lei é a legalização de fato no papel que existia e cumprindo um papel ainda que pequeno ainda na democratização dos meios de comunicação. Esta lei tem origem na Constituição de 1988, no artigo 223, Compete ao poder executivo outorgar [...] Prevalece à questão do interesse público. Não tem fins lucrativos. Não exclui religião, opção sexual e prevê o jornalismo informativo. Artigo terceiro lei 9612.
Estas observações acima nos remete a análise do filme Uma onda no ar. Os quatro personagens que instalaram a rádio “clandestinamente” tinham boas intenções, e cobriram as demandas da favela no que diz respeito a interação em vários aspectos com a comunidade. Mas, não tinham nada legalizado e foi perseguido, sobretudo o locutor que foi pego do ponto de vista da Policia Federal e do Dentel em “flagrante”.
No segundo momento dos documentários pós perseguições, eles se organizam montam a associação do bairro por orientação da jornalista e do advogado _que viraram aliados da dos personagens -, conseguem voltar a funcionar naturalmente a rádio. Olhe ai a importância da legalização com a lei 9612. É bom lembrar que o cenário nacional tem um papel importante nesta conquista.
O cenário do primeiro momento do documentário era de ditadura militar que fechou jornais e veículos legais e limitou com a censura os Meios de Comunicação em geral. Eles jamais iriam permitir que comunidades nenhuma se organizassem porque tinham medo de desaguar em outra vertente de luta contra os milicos. O Governo federal era de João Baptista Figuerêdo – o homem que declarou que preferia o cheiro de cavalos do que o cheiro do povo. Foi neste governo que houve a explosão da Bomba do Rio Centro e os jornais de esquerda na época destamparam “Figuerêdo engole a bomba”.
No segundo momento o cenário era outro, passamos pelo período de redemocratização do País no governo Tancredo/Sarnei e conquistamos as eleições diretas e, sobretudo uma constituição cidadã sob a égide de Ulisses Guimarães. Os ventos sopravam para outros lados, por isso a conquista da legalização da rádio comunitária. Embora ainda precisa dar novos passos na câmara federal para ampliar esta lei.
A Lei 9.612 em vigor desde 19 de fevereiro de 1998, é uma conquista do movimento organizado a partir dos movimentos sociais – Confederação Nacional das Associações Comunitárias (CONAN) –, Movimento pela Democratização dos Meios de Comunicação, Centrais Sindicais, Partidos de esquerda na câmara federal e outros afins.
É provável que estes movimentos não se dêem satisfeitos apenas com esta lei. Ela ainda é incipiente para atender as necessidades básicas da comunicação comunitária. Mas para o segmento que não tinha nenhuma regulação é um avanço. Ela tem também aspectos positivos e negativos.
Os aspectos negativos da lei é a burocracia para encaminhar a legalização de uma rádio. Existe também o engavetamento para analisar as documentações no Dentel, e o favorecimento para políticos que montam esquemas de associações comunitárias cartoriais e acabam recebendo a concessão no lugar das verdadeiras rádios comunitárias. Não existe uma fiscalização antes durante e depois da rádio instalada. Começa pela petição o processo de burocratização e chega a ser cruel no artigo 22 quando não dá nenhuma proteção. “As emissoras do Serviço de Radiofusão Comunitária operarão sem direito a proteção contra eventuais inte3rferências cfausadas por emissoras de quaisquer Serviços de telecomunicações e Radiofusão regularmente instaladas, condições estas que constarão do seu cetificado de licença de funcionamento”. Segundo o advogado e professor Fulano de Tal cabe uma ação revendo este artigo.
Neste sentido, nunca é demais lembrar que os Meios de Comunicação de Massa não cobrem boa parte da população com as informações básicas – por exemplo, utilidade pública -, ainda que estes tivessem essa preocupação. Porque tem setores na comunidade que não tem dinheiro para comprar o pão do café da manhã muito menos para comprar um jornal, um rádio, uma TV e outros. Estes se valem da informação da rádio corneta quando existe ou um outro veiculo alternativo, quando existe.
Por outro lado quando existe a rádio comunitária da localidade existe uma interação natural entre os vizinhos. E se esta é comunitária desenvolve um trabalho de organização na comunidade em setores diversos entre eles o setor cultural, musical e etc. Portanto a demanda na comunicação só é preenchida em partes com a instalação da rádio comunitária e outros veículos escritos.
O lado positivo desta lei é a legalização de fato no papel que existia e cumprindo um papel ainda que pequeno ainda na democratização dos meios de comunicação. Esta lei tem origem na Constituição de 1988, no artigo 223, Compete ao poder executivo outorgar [...] Prevalece à questão do interesse público. Não tem fins lucrativos. Não exclui religião, opção sexual e prevê o jornalismo informativo. Artigo terceiro lei 9612.
Estas observações acima nos remete a análise do filme Uma onda no ar. Os quatro personagens que instalaram a rádio “clandestinamente” tinham boas intenções, e cobriram as demandas da favela no que diz respeito a interação em vários aspectos com a comunidade. Mas, não tinham nada legalizado e foi perseguido, sobretudo o locutor que foi pego do ponto de vista da Policia Federal e do Dentel em “flagrante”.
No segundo momento dos documentários pós perseguições, eles se organizam montam a associação do bairro por orientação da jornalista e do advogado _que viraram aliados da dos personagens -, conseguem voltar a funcionar naturalmente a rádio. Olhe ai a importância da legalização com a lei 9612. É bom lembrar que o cenário nacional tem um papel importante nesta conquista.
O cenário do primeiro momento do documentário era de ditadura militar que fechou jornais e veículos legais e limitou com a censura os Meios de Comunicação em geral. Eles jamais iriam permitir que comunidades nenhuma se organizassem porque tinham medo de desaguar em outra vertente de luta contra os milicos. O Governo federal era de João Baptista Figuerêdo – o homem que declarou que preferia o cheiro de cavalos do que o cheiro do povo. Foi neste governo que houve a explosão da Bomba do Rio Centro e os jornais de esquerda na época destamparam “Figuerêdo engole a bomba”.
No segundo momento o cenário era outro, passamos pelo período de redemocratização do País no governo Tancredo/Sarnei e conquistamos as eleições diretas e, sobretudo uma constituição cidadã sob a égide de Ulisses Guimarães. Os ventos sopravam para outros lados, por isso a conquista da legalização da rádio comunitária. Embora ainda precisa dar novos passos na câmara federal para ampliar esta lei.
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